Embora as investigações tenham avançado, prisões tenham sido feitas, generais afastados de seus comandos, ex-ministro preso, governador substituído, o certo é que o que de fato aconteceu durante as invasões e quebradeiras nos prédios das instituições no dia 8 de janeiro está longe de ser decifrado. A cada dia novas situações aumentam as lacunas ainda obscuras. A principal é comprovar de forma inquestionável a participação e não apenas a influência de Bolsonaro nas ações dos vândalos. E o leque vai se abrindo para o papel das Forças Armadas que ganhou a desconfiança do presidente Lula, como serão encaminhados os inquéritos de mais de 1.200 presos, e outros ainda cujos mandados estão sendo expedidos, e cereja do bolo, perseguida pelo ministro do STF Alexandre de Moraes: quem pagou? Todos os questionamentos estão num novelo difícil de desfiar.