Um imigrante chinês, de 72 anos, matou dez pessoas e feriu pelo menos mais dez, no último fim de semana, num salão de bailes na cidade de Monterey Park, de 60 mil habitantes, no sul de Los Angeles, Califórnia. A cidade é conhecida por reunir uma significativa colônia chinesa. Os imigrantes e descendentes celebravam o Ano Novo Solar. Depois do massacre, Huu Can Tan, que usou uma pistola automática; se dirigiu para outro salão de bailes, no entanto, foi desarmado por civis, mas conseguiu fugir. Localizado pela polícia, num estacionamento, se suicidou. Em entrevista ao New York Times, o xerife Robert Luna afirmou que “a violência armada precisa ser contida nos EUA”. Ainda segundo Luna, esse tipo de crime, que se tornou comum nos EUA, é raro em outros países desenvolvidos, “Os EUA têm uma quantidade incrível de armas, o que facilita casos como esse”. Enquanto isso, durante o governo Bolsonaro, o Brasil bateu recordes de inaugurações de clubes de tiro, ao ritmo alucinante de quase um por dia. Em 2021, foram 348. Os dados de 2022 ainda não foram consolidados. Entre 2003 e 2017, o Exército, responsável pelas licenças, emitiu uma média de 70 autorizações por ano. A indústria armamentista tem investido na eleição de seus representantes e já pode ser considerada uma força política. Segundo levantamento do Instituto Sou da Paz, nas últimas eleições, foram eleitos 56 deputados estaduais, um distrital, 44 federais e dois senadores da chamada “Bancada da Bala”.