A verdade vai se revelando

Com a divulgação, pelo Senado e pelo Planalto, das imagens do circuito interno das câmeras de segurança, vão se revelando autores, cúmplices, e a vontade visível de destruir, depredar e agredir os objetos que estavam dentro dessas instituições. No Salão Negro do Congresso, um casal de vigilantes terceirizados se assusta e sai correndo com o estrondo da primeira janela estilhaçada, seguida de vários outros estrondos. Vândalos soltam rojões, a fumaça aciona os sprinklers, que alagam o salão. Além disso, os vândalos combatem os policiais legislativos usando mangueiras de incêndio, aumentando o alagamento. Na Câmara, uma turma entrou pela Chapelaria. Uma parte subiu para o Salão Verde, outra parte ficou no térreo, depredando a sala de reuniões do Colégio de Líderes e algumas salas do Corredor das Lideranças, principalmente a do PT, onde não ficou nada inteiro. Outros integrantes da turba, do lado de fora do prédio, retiraram os gradis que ficam em cima do jardim interno do Salão Verde e desceu usando grades de proteção como se fossem escadas. Vandalizaram a galeria dos 46 presentes de autoridades estrangeiras, protegidos por vidros, foram quebrados. Desses, dois foram roubados, e mais de dez danificados. As imagens feitas por Bruno Spada, fotógrafo da Câmara, revelam um desejo insano de destruição. Mas até agora as imagens divulgadas não esclareceram as dúvidas do presidente Lula, reveladas por ele no café com os jornalistas: se as portas do Palácio do Planalto foram abertas por quem fazia a segurança, para facilitar a entrada dos vândalos. E os donos desse mistério, pelo jeito, guardam essas imagens com cuidado absoluto. 

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