A cidade de Ilhéus, na Bahia, já enfrenta as consequências ambientais e econômicas da construção do Porto Sul, realizada pela empresa Bamin, que já está causando terríveis impactos ambientais e consequente impacto na economia local, principalmente na indústria pesqueira. Notificada pelas associações de pescadores para entabular diálogo, a empresa contratou o potente escritório de Edis Milaré, papa do direito ambiental nacional, para lhe representar, e alegou que todos os impactos ambientais estavam previstos e contemplados no seu acordo de compensação ambiental firmado quando do licenciamento do empreendimento, e que, por isso, não teria nada a tratar com ninguém mais. Ocorre que os próprios livros escritos pelo nobre jurista Milaré dizem o contrário, que medidas de compensação ambiental acordadas na fase de licenciamento não retiram a obrigação de indenizar os danos individuais causados. Que saia justa a empresa ficou.