Janja da Silva, mulher de Lula, não quer ser chamada de primeira-dama quando o marido assumir a Presidência da República. Dispensa a liturgia e confidencia a amigos que prefere que a chamem mesmo de Janja, sequer Rosângela, seu nome de batismo. Discreta, conduz os preparativos para a festa da posse com discrição, e firmeza. A equipe do governo do Distrito Federal, que trabalha com ela na coordenação do núcleo de transição que organiza a posse de Lula, é só elogios. Prática e objetiva, diz o que deseja, mas também sabe ouvir. O termo primeira-dama não faz parte de seu dicionário, denominação que o Brasil importou dos EUA, mas que não faz a cabeça de Janja. “Não gosto”. Então, é Janja.