O ex-ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, tem tudo para ganhar o título de “Devolvedor-Mor da República”. Na época da Lava Jato, ele foi delatado por ter recebido da JBS dinheiro de caixa dois nas eleições de 2012 e 2014. Admitiu o recebimento de R$ 300 mil e aceitou pagar multa de R$ 189 mil. Agora, com o caso das joias das arábias, o ex-ministro disse que devolverá um relógio, avaliado em cerca de R$ 50 mil, recebido numa viagem ao Catar, em 2019, quando integrava o governo de Jair Bolsonaro.
Tapa na cara
Não é a primeira vez que assistimos a um projeto político se desfazer de forma tão contundente. Outros exemplos existem. Mas não tão explícitos como um sargento da Marinha, enviado de Brasília, pelo presidente, em avião oficial, para dar uma “carteirada” no posto da Receita Federal no Aeroporto de Guarulhos. As imagens exibidas na TV são vergonhosas e nos fazem pensar no triste papel que as Forças Armadas assumiram no governo Bolsonaro. Não vai sobrar divisa nem galão. O tom de voz, as referências ao chefe do funcionário, a tentativa de envolver o agente da Receita tentando colocá-lo em contato com seu superior ao telefone. É estarrecedor. Todos nós sabemos que esse expediente já foi utilizado centenas, milhares de vezes com sucesso. Não se nota nenhum constrangimento no sargento, a não ser no fim do diálogo, quando entende que não fará o funcionário transgredir e ser conivente com o ilícito.
Tapa na cara II
São também constrangedoras as imagens do almirante de esquadra, Bento Albuquerque, no primeiro ato dessa tragicomédia, recém-chegado da Arábia Saudita, tentando “dar um jeitinho”, depois que o funcionário da Receita retém as “joias da primeira-dama”. Episódio esse também iniciado por um militar de baixa patente da Marinha. Nesse caso, há surpresa diante do comportamento firme e consciente do funcionário. Para fechar essa sequência impressionante de desvios e mazelas, o próprio presidente confessa que embolsou valiosos presentes sem dar nenhuma satisfação. E o mais interessante, não vê nada de errado nisso. Com a puxada do fio, que parece ser longo, novos personagens e novos “presentes” vão sendo adicionados à já longa lista. Tudo fica ainda mais grave quando lembramos que num avião da comitiva presidencial foram encontrados 39 quilos de cocaína. E apenas um sargento, sempre eles, foi preso na Espanha e nunca o governo conseguiu explicar o que aconteceu e contou com o valioso desinteresse da Imprensa.
Mais das joias
Muita gente se perguntando o que será que Eduardo Bolsonaro terá trazido na bagagem após dias e mais dias nas arábias, fotos com vestimentas sauditas, e que mais…
Valmir Assunção, o MST e mansão de luxo
O recente episódio das invasões do MST fizeram acender os holofotes sobre o líder histórico, padrinho e grande chefe do MST, Valmir Assunção. Este blog recebeu informações que o artista é um dos novos milionários do estado brasileiro, tendo mansão de luxo e outras riquezas mais, amealhadas com lastro nas movimentações dos sem terra. Merece que a Polícia Federal apure os indícios de patrimônio aparente e de onde veio tanta riqueza. O país não suporta mais a selvageria que pretendem instaurar no agro brasileiro. E por falar nisso, foi emblemática a postura de alguns fazendeiros que resolveram expulsar invasores, como se diz na Bahia, na mão grande e à força, pois a justiça brasileira não tem mais credibilidade nenhuma, pois as reintegrações de posse que batem na justiça encontram juízes medrosos que ficam ensaboando os processos com medo de mandar reintegrar os proprietários nas áreas invadidas.
Um destaque da Bahia na medicina nacional
O imortal Jorge Amado sempre recorria a especialistas de Brasília e de Goiás para tratamento dos problemas que tinha de visão. Distrito Federal e Goiás tinham os melhores especialistas. Hoje, um jovem cirurgião oftalmologista da Bahia é referência nacional. Cristiano Pinheiro, considerado um dos melhores do país, é o melhor da Bahia, como um dos melhores cirurgiões de catarata. Pacientes não só de outros estados como de todo o interior da Bahia procuram este baiano que orgulha a medicina não só do seu estado e sim de todo o país.
Nikolas Ferreira, o vexame de Minas no parlamento
O deputado Federal Nikolas Ferreira, PL-MG, eleito com a maior votação proporcional do Brasil, fez um espetáculo sem precedentes na tribuna da Câmara Federal. Nos discursos em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, ele pediu a palavra. E ao ouvir críticas por não ser mulher, colocou uma peruca amarela na cabeça, e disse que as mulheres estariam perdendo espaço para homens travestidos de mulher. Uma referência clara a Duda Salabert, deputada trans de MG. E criticou também Erika Hilton, PSOL, também trans. O gesto foi premeditado, já que a peruca estava em suas mãos antes do discurso, carregado de ódio, preconceito e baixarias. Uma vergonha que lhe custará um processo de cassação, já solicitado pelo Ministério Público Federal.
O clã Bolsonaro detona um dos maiores camaleões da política brasileira
O prefeito de Porto Seguro, Jânio Natal, sempre foi considerado na Bahia um camaleão. Tem contra si acusações gravíssimas de empreiteiros de todo o país que querem investir no município de Porto Seguro. Há quem afirme em Brasília que tem que pagar ágio senão a construção não sai. O clã Bolsonaro está revoltado com ele. Quando no poder do pai, ele chamou os filhos de Bolsonaro para viagens turísticas àquela cidade baiana. Até Michelle Bolsonaro foi convidada reiteradas vezes. Depois que Bolsonaro deixou o poder, ele agora faz de tudo para se aproximar de Lula em Brasília e de Jerônimo Rodrigues no governo da Bahia. Quem acerta de manhã não cumpre à noite é o que se fala dele em Brasília.
Os vídeos dos militares na alfândega
Andréia Sadi, da Globo News, mostrou ontem ao vivo e em muitas cores a tentativa do oficial militar, sargento Jairo, no dia 28 de dezembro, tentando tirar as joias milionárias da alfândega de Guarulhos. Dando uma carteirada, tentando constranger o funcionário a atender a um suposto mandante. Em vão. Tinha ali uma rocha inabalável da Receita Federal. O vídeo, já solicitado como prova, mostra que vários agentes militares, inclusive o ex-ministro Bento Albuquerque, se arrastaram ao nível mais baixo para atender aos desejos de Bolsonaro em contrabandear diamantes oferecidos pelos árabes sauditas. Ao fincar pé na decência e segurar todas as pressões possíveis, os funcionários da Receita Federal dão uma demonstração de brio, compromisso e decência no trato de suas funções como servidores públicos. Eles não se renderam, mas nós nos rendemos a eles.
O Fiat Elba de Bolsonaro
Pra quem não se lembra do Fiat Elba que derrubou Collor quando era presidente da República, a história das joias de Michele Bolsonaro tem potencial devastador pior. Os vídeos e o áudios em que o ex-ministro Bento Albuquerque aparece indo tentar tirar as joias, e do funcionário do governo que foi no dia 29/12/2022 tentar também, ainda vão dar pano pra manga. A Polícia Federal e o Ministério Público Federal vão abrir inquérito pra apurar e vai dar ruim pra muita gente, especialmente porque o filho de Bolsonaro, Flávio, confessou que as joias eram personalíssimas e poderiam ser apropriadas ao acervo pessoal de Bolsonaro, contrariando a norma federal que impede que joias sejam apropriadas. Quem viver verá.
Mais uma invasão na Bahia que a Justiça senta em cima
Exemplo claro da letargia da justiça é uma nova invasão que o MST está fazendo em Lauro de Freitas, na Bahia. A empresa dona do terreno entrou com ação de reintegração e até hoje a justiça não decidiu nada, a juíza da 1ª Vara de Lauro de Freitas sentou em cima do processo e não despacha, e quando despacha é pra mandar ouvir Ministério Público, já falou com o advogado da causa que vai ouvir Defensoria Pública, e enquanto isso os invasores sobem construções no terreno na rapidez da luz, o que só irá dificultar e dramatizar a retomada. É da justiça e da juíza a responsabilidade pelo que vier a ocorrer.
A justiça da Bahia
A quem interessa que a justiça continue caótica na Bahia? Essa é a pergunta que não quer calar. Juízes operosos e trabalhadores são muitos, mas o Tribunal Baiano não dá a eles a devida estrutura para trabalhar. Sem servidores, sem assessores, mesmo um juiz super-homem não consegue dar conta sem estrutura. É preciso questionar ao chefe do judiciário local a razão de não colocar mais servidores lotados nas varas para que a justiça possa prestar o atendimento devido ao cidadão.