Voto do vice-procurador não deixa dúvida 

Foi o vice-procurador eleitoral Paulo Gustavo que votou pela inelegibilidade de Bolsonaro. Os ataques que ele fez ao TSE, à Justiça brasileira e à Constituição do país diante de embaixadores é um libelo que levará à sua aposentadoria de eleição durante oito anos, fora as demais punições que podem chegar até a prisão. É só questão de tempo.

Dou-lhe uma, dou-lhe duas…

O diagnóstico já foi feito: sem mobilização social, o recém-lançado programa Bahia sem Fome corre o risco de morrer de inanição. Para mobilizar a sociedade baiana, há pessoas graúdas no governo estadual que defendem o ponto de vista que o exemplo tem de vir de cima. Por isso, os mais afoitos estão dispostos a cobrar do senador Jaques Wagner um gesto de boa vontade para fazer o Bahia sem Fome deslanchar. Alimentam a esperança de convencer o líder do governo no Senado a abrir os salões do seu apartamento na Vitória para realizar um leilão de sua vistosa coleção de relógios, amealhada quase que sem nenhum dispêndio financeiro ao longo de sua vida pública, sobretudo nos anos em que morou no Palácio de Ondina. A exemplo dos filantropos norte-americanos, o parlamentar poderá reservar para si um ou dois relógios Rolex e deixar os demais, todos de marcas suíças de grande reputação, para ofertar aos plutocratas num leilão com transmissão online. Com o valor arrecadado e doado ao programa de Jerônimo Rodrigues, Wagner daria uma polpuda contribuição para saciar a fome de milhares de baianos, que alguns estimam chegar à casa dos seis dígitos.

Moro das lamentações

Depois de sua fase midiática como juiz federal e carrasco geral da nação, no que se mostrou o maior engodo do século, o ex-juiz Sérgio Moro deve estar se lamentando profundamente por conta da trajetória que escolheu. Aproveitou sua saída do governo para faturar com palestras a peso de ouro e contratos suspeitíssimos com escritório que albergava seus antes perseguidos, mas sua história realmente chega ao fim de forma melancólica, para não dizer trágica, conseguiu um mandato parlamentar e foi justamente para viver rodeado pelos seus inimigos. Não foram apenas pessoas que o ex-juiz prejudicou, foram empresas e o próprio Brasil, que mergulhou numa crise sem precedentes após a mal afamada Lava Jato.

Pandora gera revolta nos consumidores

Depois que esse blog publicou, há alguns dias, uma nota sobre a derrocada da joalheria Pandora, a redação virou uma sucursal do portal Reclame Aqui, pois não param de chegar depoimentos de consumidores frustrados e revoltados com os altos preços dos produtos que não têm a menor qualidade e durabilidade. Até depoimentos de caixas vazias chegaram, o que deixa cada dia mais evidente que a empresa não vai se sustentar por muito mais tempo.

Salvador pendurada em fios, cabos e gambiarras

Em pleno século XXI, é inaceitável que a cidade de Salvador siga sem um plano para enterrar as fiações penduradas em postes pelas ruas e avenidas. O cenário é lastimável. Seja nos bairros dos ricos, como o Corredor da Vitória, ou nas belas avenidas como a Garibaldi, sem falar nos bairros populares, o que se vê são emaranhados de gambiarras de energia elétrica, cabos de telefonia das diversas operadoras, fibra ótica de internet, tudo pendurado e amarrado a poluir a visão da cidade. Onde está a Câmara de Vereadores que não aprova uma lei obrigando às novas ligações serem subterrâneas? E definir um cronograma progressivo para as antigas fiações? Falta coragem na vereança, ou estão com outros compromissos?

Bradesco: um banco anacrônico

Enquanto o mundo se volta para o digital, o Bradesco, um dos maiores bancos do país, segue com o freio de mão puxado, amarrado a práticas ultrapassadas. Imagine que um cliente pode demorar até duas semanas para abrir uma conta bancária. Se for em outra cidade, a situação piora ainda mais. Não existe processo eletrônico de abertura e as documentações entre agências seguem via MALOTE, a cada dois ou três dias. E pensar que esse banco já foi pioneiro há 40 anos na informatização bancária. Hoje é um dinossauro.

Tirando o corpo fora

Repercutiu em Brasília, a esquiva do publicitário Fernando Barros, quando perguntado num podcast se era o marqueteiro de ACM Neto. Soou estranho ele negar sê-lo e dizer que, caso existisse algum, desconhecia quem era. Na capital federal, muita gente sabe que o pessoal do marketing político de Neto é egresso da Propeg. À boca pequena, o comentário é que as criaturas brigaram com o criador, que aproveitaram para se desvencilhar totalmente do fracasso do ex-prefeito de Salvador na eleição para governador da Bahia. Durante a entrevista, Barros preferiu ressaltar bastante a vitória de Ronaldo Caiado em Goiás, cuja campanha foi comandada por ele.

Arthur Lira forma o maior bloco partidário para comandar a Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, formou ontem um bloco partidário com 173 deputados que vão comandar a Câmara. Maior que os 99 do PL e os quase 80 do PT com suas alianças. Foi um golpe de mestre que Lira deu no governo, no PL e no Centrão.

Sertanejo da paz

Caiu no colo do deputado federal Elmar Nascimento dar um jeito na desunião que se alastra no União Brasil. O parlamentar baiano virou bombeiro e tenta evitar que as cinzas tomem conta do partido que nasceu da fusão DEM/PSL como detentor da maior bancada na Câmara Federal, mas, desde as últimas eleições, vem minguando. Agora, Elmar está na missão de impedir que a ministra do Turismo, Daniela Carneiro, se desfilie da legenda. Missão difícil, uma vez que o marido dela, o prefeito Waguinho, de Belford Roxo, já migrou para o Republicanos. O sertanejo de Campo Formoso, na Bahia, que tinha fama de brigão, vive sua fase de pacificador. “Estou trabalhando pela paz”, disse a O Estadão. Ele também participou da formação do maior bloco partidário, já que é amigo de fé, irmão camarada do presidente Arthur Lira.

Lista da vergonha

Os 16 anos de governos do PT na Bahia, capitaneados pela dupla Jaques Wagner-Rui Costa, pouco ou nada fizeram para tirar a Bahia da lista vergonhosa dos estados onde os beneficiários do Bolsa Família são em número superior aos dos trabalhadores com carteira assinada. De acordo com dados de fevereiro, 2.646.130 pessoas na Bahia recebem ajuda do Bolsa Família, ante 1.913.221 pessoas empregadas formalmente. Todos os estados do Nordeste estão nesta situação, juntamente com quatro outros da região Norte. Um ambiente propício para a realização de investimentos privados em todas as regiões do estado é a única saída para tirar a Bahia do marasmo econômico. Do contrário, só vai restar ao governador Jerônimo Rodrigues enxugar gelo ao longo do seu mandato, como indicam as iniciativas duvidosas dos primeiros 100 dias de gestão, enquanto crescem a miséria e a informalidade na economia.

A dupla que envergonha a Câmara dos Deputados

As deputadas Bia Kicis, de Brasília, e Carla Zambelli, de São Paulo, ambas do PL, estão envergonhando a Câmara dos Deputados. Usam termos chulos e agridem a todos. Estão praticamente isoladas e a qualquer momento vão voltar a ser personagens do baixo clero. Até agora, quem defende a liturgia do cargo de deputado federal e preza pelo controle do poder legislativo apenas isola a dupla bolsonarista que envergonha o Congresso Nacional.

Acelen na Mira

Está prestes a explodir a qualquer momento uma operação para apurar se a venda da refinaria na Bahia para os sauditas teve nas joias de Bolsonaro um mimo para o negócio das arábias acontecer. A pressão nos bastidores gerada pelos Sindicatos dos Petroleiros é enorme e a coisa tem mais que batom na cueca, tem prova de DNA, tem contemporaneidade dos fatos, tem tudo pra dar uma série da Netflix. Resta saber se o novo governo Lula vai ter coragem para ir pra cima e botar o dedo nessa ferida que não só sepultará de vez seu adversário político como também pode trazer de volta para a Petrobrás essa refinaria, caso se confirmem as suspeitas.

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