Dou-lhe uma, dou-lhe duas…

O diagnóstico já foi feito: sem mobilização social, o recém-lançado programa Bahia sem Fome corre o risco de morrer de inanição. Para mobilizar a sociedade baiana, há pessoas graúdas no governo estadual que defendem o ponto de vista que o exemplo tem de vir de cima. Por isso, os mais afoitos estão dispostos a cobrar do senador Jaques Wagner um gesto de boa vontade para fazer o Bahia sem Fome deslanchar. Alimentam a esperança de convencer o líder do governo no Senado a abrir os salões do seu apartamento na Vitória para realizar um leilão de sua vistosa coleção de relógios, amealhada quase que sem nenhum dispêndio financeiro ao longo de sua vida pública, sobretudo nos anos em que morou no Palácio de Ondina. A exemplo dos filantropos norte-americanos, o parlamentar poderá reservar para si um ou dois relógios Rolex e deixar os demais, todos de marcas suíças de grande reputação, para ofertar aos plutocratas num leilão com transmissão online. Com o valor arrecadado e doado ao programa de Jerônimo Rodrigues, Wagner daria uma polpuda contribuição para saciar a fome de milhares de baianos, que alguns estimam chegar à casa dos seis dígitos.

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