O segundo, terceiro e quarto lugar no Ranking dos partidos que mais elegeram prefeitos neste ano também é ocupado por partidos do centrão. MDB, PP e União elegeram 864, 752 e 591 prefeitos, respectivamente em 2024. O PL de Bolsonaro vem na sequência, em quinto lugar com 517 prefeitos, mais do que o dobro do PT, que elegeu apenas 252 prefeitos.
Pacheco, Silveira e Kassab levam em BH
Na capital mineira, o PSD de Kassab reelegeu seu prefeito, Fuad Noman. Com a vitória, Rodrigo Pacheco e Alexandre Silveira consolidaram seu caminho para o governo do estado e para o Senado, ou vice-versa.
Boulos em terceiro
Mesmo apoiado pelo Presidente Lula, Guilherme Boulos do PSOL terminou o segundo turno em terceiro lugar. Além de perder para Ricardo Nunes, ficou atrás também da abstenção, que atingiu 31,54% do eleitorado apto a votar, ou seja, 2,94 milhões de eleitores. A abstenção bateu novo recorde e demonstra um quadro preocupante, onde quase um terço do eleitorado optou não votar. Somados aos votos brancos e nulos, o total de eleitores que não votou em nenhum dos candidatos foi 41,96%, um péssimo sinal para os partidos e candidatos que disputaram as eleições.
2026 na proa
Com o fim das eleições municipais, os partidos políticos já articularam as candidaturas para 2026. Com grande parte dos prefeitos eleitos, o PSD já trabalha forte para emplacar Rodrigo Pacheco ou Ratinho Jr. na cabeça de chapa ou como vice de Lula ou o candidato do PL. Com tanta força, o PSD tem tudo para ser o fiel da balança em 2026.
Trump detona candidatura atacando os negros, os latinos e os imigrantes
O ex-presidente Donald Trump praticamente detonou a sua candidatura. No seu mais recente comício, disse que vai expulsar todos os imigrantes ilegais, que são milhões. Criticou os latinos e os negros, principalmente os porto-riquenhos. Com isso, vários atores e atrizes latinos decretaram apoio a Kamala Harris. Ela, por sinal, no último sábado, foi almoçar num restaurante porto-riquenho e foi recebida com aplausos pelos presentes.
PT e esquerda precisam de lideranças que entendam o Brasil movido por inovação e empreendedorismo
Esse novo cenário exige flexibilidade e capacidade de adaptação, elementos essenciais que o PT, com seu discurso envelhecido, parece ter dificuldade em acompanhar. O resultado é um partido cada vez mais isolado, desatualizado e desconectado das demandas reais da população. Se o PT deseja manter sua relevância, será preciso abrir espaço para novas lideranças, atualizar sua visão e reconhecer que o Brasil de hoje é movido por ideias de empreendedorismo e inovação, e não pelas velhas narrativas que pertencem a um passado distante.
Carlos Bolsonaro e a Esquizofrenia Congênita Herdada do Pai
Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, mais uma vez atrai atenção com declarações que levantam dúvidas sobre seu equilíbrio emocional e psicológico. Em sua recente fala, insinuou que setores da “direita cheirosa” poderiam estar planejando assassinar seu próprio pai. A fala, carregada de teorias conspiratórias e desconfianças, reflete um padrão de comportamento observado em Carlos desde o início de sua carreira política e que, de certo modo, espelha os traços paranoicos e desconfiados de seu pai. Essa característica, que podemos considerar como uma “loucura congênita hereditária”, é alimentada por um ambiente onde a ameaça, o conflito e a criação de inimigos invisíveis parecem fazer parte do cotidiano. Não se trata, obviamente, de uma esquizofrenia clínica, mas de uma espécie de paranoia política que se manifesta em discursos desconexos e em acusações infundadas. Essa “herança familiar” marca os Bolsonaros, numa lógica que faz de qualquer um que questione suas ideias um inimigo em potencial.
“Mancha de dendê não sai”
Foi esse o recado que o sócio baiano minoritário de um banco nacional mandou para o sócio majoritário, um mineiro que mora em São Paulo. Tudo porque o minoritário queria demitir um advogado baiano do banco e o majoritário não permitiu.
Salvação bilionária
Uma tradicional família, multi bilionária, tirou a Arena Palmeiras das garras de André Esteves aos quarenta e oito do segundo tempo. O estádio mais rentável do país continuará sob a gestão e controle parcial do Grupo WTorre.
Salvação bilionária II
Para manter a Arena Palmeiras sob seu comando e controle, a WTorre teve que desembolsar cerca de R$1 bilhão para quitar de vez uma antiga dívida do Banco do Brasil, que recentemente havia sido adquirida pelo braço abutre do Banco de Esteves, o BTG Pactual.
Gás para poucos
A comercializadora MGás, de Joesley Batista, comprou toda a sobra de gás boliviano, que até setembro deste ano era vendida para a Argentina, mas que pertencia a um contrato com a Petrobrás assinado no governo de Fernando Henrique Cardoso. Com o gás, Joesley Batista está “lavando a égua” utilizando um gás mais barato em suas termelétricas e lucrando bilhões de reais mensalmente. Nada disso seria possível sem a ajuda do atual ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira que, em pouco menos de dois anos, se transformou em um dos melhores e fiéis amigos do mega empresário goiano.
Monopólio continua
As afirmações da atual presidente da Petrobrás, desde que assumiu o cargo, sobre o mercado de gás natural demonstram que a lei 14.134, idealizada pelo ex-ministro Paulo Guedes para criar competição em um dos segmentos mais importantes da matriz energética, não vai sair do papel, pelo menos durante sua gestão. Para Magda Chambriard, a Petrobras precisa e vai defender sua fatia de mercado, ou seja, seu monopólio, uma vez que a companhia controla cerca de 90% da produção e comercialização de gás do país. Com a palavra, o CADE, que anda sumido, ou melhor, desaparecido, há vários anos e nunca tratou deste assunto como deveria.