Talvez o perfil praiano da cidade e o poder aquisitivo menor da população expliquem parte do motivo da “butequização” dos restaurantes em Salvador seguir avançando. Grande parte da clientela local já se acostumou e nem sente falta da sofisticação. Mas não deveria ser a norma. Quem visitou, recentemente, o recém-inaugurado restaurante de um renomado chef francês saiu decepcionado, pois a “marravilha” ficou aquém das altas expectativas (e preços). É hora de reavaliar prioridades e elevar o padrão para fortalecer Salvador como destino gastronômico de excelência.
A Baía de Maraú, que Duda Mendonça consagrou, está à venda
Sempre encantou a quem visitou o complexo que Duda Mendonça criou. As maiores autoridades por ela passaram e hoje está à venda, totalmente legalizada. Os herdeiros de Duda oscilam entre 100 a 120 milhões de reais, segundo o setor imobiliário. A área foi totalmente legalizada, continua linda e os interessados podem aparecer.
Porto Seguro é o local preferido por milionários brasileiros e estrangeiros. Não dá pra ninguém
Porto Seguro provou neste final de ano que é a maior atração turística da Bahia para trazer milionários e famosos. Também pudera, com vários locais onde desponta Trancoso, atração maior naquele município, aliás, de toda a Bahia. Por ali passaram ricos, famosos, artistas e políticos. Derrotou Salvador de goleada, inclusive outros locais da Bahia. Quer queiram, quer não, Porto Seguro, capitaneada por Trancoso, é a maior atração turística da Bahia.
Bombou mundialmente
O encontro que este blog divulgou sobre as autoridades norte-americanas bombou ontem em todo o mundo: Civilidade e liturgia. Foi numa passagem pelo Brasil nos anos 1960, quando ainda era um político ascendente, que uma mãe de santo vaticinou a Jimmy Carter o seu destino na presidência da República americana. As imagens de seu funeral ontem deram um exemplo de civilidade e respeito à liturgia do poder aos políticos brasileiros da atualidade, que vivem entre cotoveladas independentemente da situação. Estavam lá prestando as homenagens póstumas: Donald Trump, Barack Obama, Bill Clinton, George Bush, Joe Biden e Kamala Harris. Aliados e adversários cordialmente reunidos. Entre eles, acima das ideologias, prevalece a união em torno dos valores dos Estados Unidos da América.
Na contramão I
O mundo democrático boicotou a posse do ditador Nicolás Maduro, eleito por indiscutível processo fraudulento para mais um mandato presidencial na Venezuela. Só seus pares autocratas bateram ponto na solenidade, a exemplo de Daniel Ortega, da Nicarágua, e Miguel Díaz-Canel, de Cuba.
Na contramão II
O presidente Lula perdeu a oportunidade de demonstrar que é verdadeiramente “um amante da democracia”. Autorizou a presença da representação diplomática brasileira, sinalizando reconhecimento a um regime extremamente autoritário e despótico. Na contramão da história, Lula assim só queima a imagem internacional do Brasil. Alguém precisa dizer para ele que estadista não vive de bravatas, mas de atos de sabedoria e coragem.
Ainda estou aqui I
Parece piada pronta, mas o governador Jerônimo Rodrigues virou o maior propagandista do filme “Ainda estou aqui”, de Walter Salles Jr. Anuncia aos quatro ventos que a película será exibida em todas as escolas públicas baianas. O nome do filme, no entanto, é bem sugestivo para o problema da violência, que ainda está aqui e Jero ainda não tomou nenhuma medida eficaz. Acorda, homem.
Ainda estou aqui II
É por esses desvios de atenção dos problemas reais que afligem o povo, que o terror se instaurou na madrugada de ontem no bairro de Tancredo Neves, em Salvador. A guerra entre facções criminosas apavorou a população que não dormiu com tiroteios intermináveis e bombardeios com granadas. A incontrolável violência toma conta do estado, mas o governador Jerônimo Rodrigues quer colaborar com a promoção de “Ainda estou aqui”, filme de um cineasta herdeiro de uma milionária família de banqueiros.
Publicações nas redes sociais agora têm risco jurídico ainda maior para usuários
Com o fim da checagem de fatos no Facebook e Instagram, anunciado por Mark Zuckerberg, a responsabilidade sobre o conteúdo publicado recai diretamente sobre os usuários. Agora, mais do que nunca, quem posta informações corre o risco de ser processado criminalmente por conteúdos considerados ofensivos, caluniosos ou que violem direitos humanos. Sem o filtro de checagem, qualquer publicação ilegal pode gerar consequências graves para o autor, que poderá enfrentar processos judiciais e até sanções penais. A decisão da Meta não isenta usuários de suas responsabilidades perante as leis nacionais, tornando essencial maior cautela ao publicar qualquer conteúdo.
Zuckerberg desafia soberania, mas leis nacionais não podem ser ignoradas
A decisão de Mark Zuckerberg de encerrar a checagem de fatos no Facebook e Instagram é um ato irresponsável que afronta diretamente a soberania das nações e as leis que regem a proteção da sociedade contra desinformação e discursos de ódio. Nenhuma empresa, por maior que seja, está acima das leis locais. No Brasil, o CEO da Meta pode enfrentar prisão caso permita a circulação de conteúdos ilegais. Além disso, usuários que publicam material ofensivo ou violador podem ser processados criminalmente por pessoas físicas, ou entidades de direitos humanos. A liberdade digital não pode ser usada como escudo para a impunidade.
Neymar mente e parte da imprensa brasileira acredita
O atacante Neymar, que até agora não encontrou nenhum clube interessado pelo seu passe, espalhou fake news que pode formar trio com o melhor do mundo, Messi, e o uruguaio Suárez. Não é verdade. A imprensa norte-americana desmentiu, enquanto parte da brasileira continua a querer promover um jogador que se revelou muito mais como um homem do entretenimento.
Fernando Haddad continua sem saber o caminho
O ministro da Fazenda continua a ir voltando. Conta para isso com o presidente Lula, que reúne, reúne e não diz nada.