A ação politizada e extremamente amadora do Banco Central e do Ministério da Fazenda evitou que cerca de R$5 bilhões de capital de investidores árabes fosse injetado no conglomerado Master. Mais uma vez, quem pagará a lambança da dupla Galipolo e Haddad será o contribuinte brasileiro. Já nas urnas, as pesquisas indicam que ninguém aguenta mais tanta lambança de Lula e sua equipe, que fatalmente não deverão ser reeleitos.
Caixa preta baiana
A prisão do banqueiro baiano Augusto Lima acendeu o alerta máximo no Palácio de Ondina e no núcleo do PT baiano.
Fraude fiscalizada
Se ficar comprovada a fraude de R$12 bilhões envolvendo operações de Master e BRB, o Banco Central, que fiscalizava os bancos terá que indenizar o FGC.
O Master e o poder Executivo
Não é de agora que o Banco Master, através do ex-sócio Guga Lima, mantém relações íntimas com altas figuras do Poder Executivo. Teria partido de Lima, segundo fontes, a ideia de contratar como principal consultor jurídico o hoje ministro da Justiça Ricardo Lewandowski. Apesar da energia e perspicácia com que Daniel Vorcaro vem tentando, de forma legítima, salvar seu conglomerado, informantes desse blog apontam que o jeito maroto de Guga Lima teria desencadeado a operação realizada hoje pela Polícia Federal, a qual Lewandowski jura que guardou sigilo. A proximidade de Lima com figurões do PT, dentre eles Rui Costa, atual ministro da Casa Civil, e o AGU Jorge Messias, fez com que Fernando Haddad desse uma forcinha para que a bomba explodisse antes da solução realista que se avizinhava para o Banco Master. Avaliação de nemamigoneminimigo: a operação da PF, que tem digital de uma ala do PT sulista, pode ter custado a cabeça de Messias, cuja indicação para o STF, se já era dada como carta fora do baralho, agora azedou de vez.
O Master e o poder Judiciário
Desde a aquisição de direitos creditórios superfaturados em discussão na Justiça Federal da 1ª Região até a contratação para a gestão de contas judiciais em tribunais estaduais através do BRB, como fez na Bahia, o Master sempre buscou parcerias com o Judiciário. E é na Bahia, conforme matéria divulgada no site “O Bastidor”, que paira sobre empresários amigos de José Rotondano, a suspeita de terem contribuído para a realização, no último dia 9 de novembro, da festança de aniversário do atual conselheiro do CNJ e desembargador baiano, que contou com mini apresentações de Ivete Sangalo e Carla Cristina. Veveta deu pala de cabo eleitoral e chegou a ovacionar Rotondano como presidente, se referindo à eleição que ocorre hoje (19) na Corte. Mais uma vez, o judiciário baiano volta às páginas de notícias em momento delicado de eleições. Apesar de a pregação local ser de silêncio absoluto, desafetos do magistrado devem acionar o CNJ para apurar quem de verdade bancou o convescote e a seleta carta de bebidas, ambos dignos de uma Casa nota 10.
O Master e o poder Legislativo
É no Congresso Nacional, especialmente na Câmara dos Deputados, que o Banco Master goza de credibilidade e detém sua maior influência. Infelizmente, segundo comentários, o que Vorcaro construía de pontes, seu sócio, Guga Lima, desfazia de maneira intransigente. Enquanto o mineiro circulava com desenvoltura com a nata de Brasília, o baiano não arredava o pé de se misturar com a baixa plebe política. Uma coisa é certa para quem tem conhecimento do caso: entre Vorcaro e Guga, apenas um sobreviverá a essa turbulência e as apostas favorecem o primeiro, seja pelo perfil articulador, seja porque não é de cair sem contra-atacar.
O Master e a Faria Lima
Se existe alguma chance de salvação do Master nos três poderes da república, ela é inexistente naquele que é considerado o quarto poder do país: o mercado financeiro, cravado na impiedosa Faria Lima. A cúpula da Febraban foi decisiva no convencimento para que o Banco Central tomasse a decisão, vista como suspeita, de intervir drasticamente no Banco Master quando uma solução já havia sido costurada. Coube ao ministro da Economia, Fernando Haddad, dizer que a operação Zero Compliance foi baseada em “elementos robustos”. A quem verdadeiramente interessa a quebra do Master para comprar seus ativos a preço de banana?
Paulo Henrique abre o bico
Não é surpresa o motivo pelo qual o juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília, teria poupado da prisão o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. O ex-presidente, segundo fontes do blog, assumiu ser um dos responsáveis pela produção de contratos falsificados entre abril e maio deste ano, que seriam adquiridos pelo BRB. O tamanho do estrago do depoimento de Paulo Henrique depende do que ele contou sobre o que liga Augusto Lima a duas associações de servidores públicos da Bahia, a Asseba e a Asteba. Foi a tentativa de fraude com contratos fictícios de créditos consignados sem suporte financeiro que baseou a prisão dos envolvidos. “Se não fosse essa escancarada fraude amadora, a operação da PF começaria apenas com medidas diversas da prisão, como retenção de passaportes e tornozeleiras eletrônicas”, afirmou um operador do mercado financeiro que já vinha acompanhando o desenrolar das tratativas do BRB para salvar o Master e caracterizou o episódio da Bahia como “coisa de trombadinha”.
Zero Compliance sob o risco
Em primeira mão, este blog obteve importantes informações de que existem chances concretas de a operação da PF envolvendo o Banco Master ser anulada. Especialistas consultados duvidam que, em meio a tanta desenvoltura política, seja para salvar o Banco Master, seja para alavancar a instituição, nenhuma autoridade com prerrogativa de foro tenha sido observada desde os primórdios da investigação. Se um governador foi citado, a competência para a deflagração seria do Superior Tribunal de Justiça. Se existiu algum parlamentar do Congresso Nacional, a atribuição seria do Supremo Tribunal Federal. O blog dificilmente erra nas suas conclusões e acredita na invalidação.
Venda do Master surpreende os céticos
Após sobreviver a um dos maiores ataques especulativos do sistema financeiro brasileiro, o Banco Master anunciou ontem a venda simultânea de três dos seus principais negócios. Além do Willbank, que já havia ganhado destaque na imprensa, Daniel Vorcaro surpreendeu o marcado ao anunciar a venda do Banco Master S.A. e do Banco Master de Investmento.
Venda do Master surpreende os céticos II
Com a venda das três instituições financeiras, ainda pendente de aprovação do Banco Central, Daniel Vorcaro deixa a presidência do conglomerado para se dedicar exclusivamente à sua holding patrimonial. No Banco Master, que terá o nome alterado para grupo Fictor, Vorcaro será substituído por Antonio Oliveira Neto, executivo com grande experiência no mercado financeiro local e internacional.
Wagner garante que Lula vai até o fim com o seu candidato ao STF
O senador do PT da Bahia Jaques Wagner acaba de afirmar que o presidente Lula vai até o fim com o seu candidato Jorge Messias para o STF. Diga-se de passagem que Wagner é amigo do candidato com quem, aliás, já trabalhou.