Nas investigações sobre o assassinato de Marielle Franco, a Polícia Federal descobriu que os assassinos foram pagos nos templos de Malafaia no Rio de Janeiro. A denúncia é gravíssima e, com isso, Bolsonaro e Malafaia jogam os evangélicos na lama.
Cadê a economia?
O desafio crucial dos candidatos a prefeito de Salvador é implementar políticas públicas que estimulem a economia local, gerando emprego e renda. A capital baiana tem a menor renda per capita do país. Não está bem no Mapa das Desigualdades Sociais entre as Capitais, divulgado pelo Instituto Cidades Sustentáveis. Lidera o ranking de desnutrição infantil, com a maior taxa do Brasil. Apesar da relevância da questão econômica, a disputa entre os pré-candidatos ainda não extrapolou os limites da picuinha. O povo quer propostas para a solução do problema.
Os policiais militares são o braço armado das milícias
Ontem, em Brasília, nos meios políticos e policiais, todos afirmavam que esse novo escândalo revela e comprova que a polícia militar do Rio, ao lado da polícia civil e as demais de outros estados, como no Nordeste, em São Paulo, em Brasília e outros centros, são o braço armado das milícias que tomam conta do Brasil. A esperança de todos é que este caso estoure esse sindicato de assassinos que, travestidos de milicianos, têm como braço armado as polícias militares estaduais.
Marmelada à vista
Conforme se esperava, o “Conselho de Ética” da Câmara dos Deputados afirma que necessita de 20 dias para julgar o deputado federal Chiquinho Brazão, mandante dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Esse Congresso Nacional é uma vergonha.
Bomba: NY Times denuncia que Bolsonaro se escondeu na embaixada da Hungria para não ser preso
Jack Nicas e Leonardo Coelho relataram do Rio de Janeiro, Christoph Koettl de Nova York e Paulo Motoryn de Brasília. Em 8 de fevereiro, a polícia federal do Brasil confiscou o passaporte do ex-presidente Jair Bolsonaro e prendeu um par de seus ex-assessores por acusações de que haviam planejado um golpe depois que o Sr. Bolsonaro perdeu a eleição presidencial de 2022. Quatro dias depois, o Sr. Bolsonaro estava na entrada da Embaixada da Hungria no Brasil, esperando para ser deixado entrar, de acordo com as imagens da câmera de segurança da embaixada, obtidas pelo The New York Times. O ex-presidente parecia ficar na embaixada pelos próximos dois dias, mostrou a filmagem, acompanhado por dois guardas de segurança e esperado pelo embaixador húngaro e membros da equipe. O Sr. Bolsonaro, alvo de várias investigações criminais, não pode ser preso em uma embaixada estrangeira que o recebe, porque eles estão legalmente fora dos limites das autoridades nacionais.
O capitão com sua fuga descontentou os seus aliados
A estadia na embaixada sugere que o ex-presidente estava procurando alavancar sua amizade com um colega líder de extrema-direita, o primeiro-ministro Viktor Orbán, da Hungria, em uma tentativa de evadir o sistema de justiça brasileiro enquanto enfrenta investigações criminais em casa. O Times analisou três dias de imagens de quatro câmeras na Embaixada da Hungria, mostrando que o Sr. Bolsonaro chegou tarde na segunda-feira, 12 de fevereiro, e saiu na tarde de quarta-feira, 14 de fevereiro. No meio, ele ficou principalmente fora de vista. O Times verificou a filmagem combinando-a com imagens da embaixada, incluindo imagens de satélite que mostravam o carro em que o Sr. Bolsonaro chegou estacionado na garagem em 13 de fevereiro.
Dedos cruzados
A possibilidade de apoio do União Brasil à reeleição do presidente Lula, aventada pelo deputado federal Elmar Nascimento esta semana em entrevista à imprensa, joga um balde de água fria nas pretensões do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, de ser o candidato do partido às eleições presidenciais de 2026. Sem reunir o apoio de sua legenda em torno de si, Caiado a cada dia se vê mais próximo do PL. Mas, apesar da afinidade ideológica com o partido e da boa relação com o inelegível ex-presidente Jair Bolsonaro, há uma pedra no meio do caminho do goiano para ser o postulante do PL à presidência da República. A preferência liberal é pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ainda no Republicanos, mas em via de migrar. Caiado, no entanto, cruza os dedos para Tarcísio tentar a reeleição e deixar o caminho livre para ele no partido de Bolsonaro.
O estuprador deixa a cadeia, mas não pode circular na Espanha
Daniel Alves, que pagou 1 milhão de euros para deixar a cadeia ontem em Barcelona, não vai poder circular na Espanha. A revolta contra ele no país ibérico é de homens e mulheres. E o vexame é sua mãe e seu irmão defenderem que ele é inocente. Daniel Alves envergonha a Bahia e o Brasil.
Empresário voraz
Pesquisas qualitativas para o consumo interno, realizadas pelos poderosos de plantão, revelam que a imagem pública do ex-prefeito ACM Neto é a maior vítima da polêmica ambiental que tomou conta de Salvador devido a projetos imobiliários em locais impróprios. É sobre ele que recai o ônus de arranha-céus em área de proteção permanente (APP) e sombreando a orla. Por isso, a maior prudência do atual prefeito Bruno Reis ao tratar do assunto. Apontado sempre em pesquisas anteriores como gestor público competente, ACM Neto agora virou o “empresário voraz”.
Toma que o filho é teu
Caiu muito mal nos meios militares a nota do general Braga Netto atribuindo ao general Richard Nunes a responsabilidade pela nomeação do ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, preso no domingo (24/03). Na época, Braga Netto era interventor da Segurança Pública no estado. O filme do general no Alto Comando das Forças Armadas queimou de vez. A nota de Braga Netto diz que a Polícia Civil era subordinada à Secretaria de Segurança Pública e que a seleção para nomeações era feita, exclusivamente, pelo então Secretário de Segurança Pública. Ou seja, o general Richard Nunes. Atualmente, Nunes é chefe do Departamento de Educação e Cultura do Exército e um dos generais mais próximos do atual comandante, general Tomás Paiva.
Toma que o filho é teu II
Quando Braga Netto assumiu o Ministério da Defesa, de forma traumática, no lugar do general Fernando Azevedo, com a intenção de aproximar o Exército do governo Bolsonaro, encontrou muita resistência de alguns generais do Alto Comando, entre eles Richard Nunes. No entanto, a relação com o Alto Comando azedou de vez quando o general Eduardo Pazuello, já ex-ministro da Saúde, mas militar da ativa, subiu em um palanque no Rio de Janeiro, durante uma atividade política organizada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Nunes e outros generais defenderam a punição de Pazuello. Braga não gostou e Bolsonaro manobrou para evitar a punição. Agora Braga Netto deu o troco.
Depois de 30 anos, o governo vai pagar R$ 4,7 bilhões à massa falida da Varig
O acordo foi feito no último final de semana pela Advocacia Geral da União para pagar R$ 4,7 bilhões à massa falida da Viação Aérea Rio Grandense SA. Quinze mil ações trabalhistas vão ser pagas num valor de R$ 1 bilhão. Não há possibilidade mais de nenhum recurso e o fato é significativo para os ex-funcionários da Varig.