Sem concorrência

Embora insista na conversa de que ainda não é candidato, as pesquisas de intenção de voto continuam assinalando a reeleição do prefeito Bruno Reis. Lidera com folga as sondagens eleitorais. Em uma divulgada ontem, aquele que se apresenta como seu principal adversário apareceu empatado tecnicamente em segundo lugar com João Roma, que nem está mais postulando ao cargo no Palácio Thomé de Souza. Roma deve anunciar nos próximos dias o apoio do PL a Bruno Reis, o que vai selar de vez a reeleição do atual alcaide de Salvador. O pretensioso e falastrão concorrente terá que se consolar com os derradeiros anos à sombra do governador Jerônimo Rodrigues.

Braga Netto protegeu a família Bolsonaro

Como interventor do Rio de Janeiro, o general Braga Netto deixou que a justiça do Rio não apurasse os crimes de Flávio e Carlos Bolsonaro nas rachadinhas. O fato é revelado agora pela PF e, com isso, vai ter desdobramentos futuramente.

Ministério da Educação responsabiliza o governo baiano pela má qualidade do ensino na Bahia

O nível educacional da Bahia, que coloca o estado em último lugar também em problema educacional, fez com que o Ministério da Educação, preocupado com a excelente qualidade do ensino no Ceará, Pernambuco e Alagoas, afirmasse que a Bahia sofre problemas gravíssimos. Já o Ministério da Saúde também faz duras críticas à Secretaria da Saúde do estado baiano. Como se vê, a Bahia naufraga em quase todos os setores sociais do país.

Refresco de pimenta

A velha história da pimenta na boca dos outros ser refresco sempre se repete. A turma do PT deitou e rolou em cima da liminar da Justiça que suspendeu o leilão da prefeitura de Salvador para a venda do terreno na APP da Vitória. Agora veio o troco da oposição que, por meio do mesmo expediente, conseguiu barrar a licitação do governo estadual para o VLT do Subúrbio. Se o prefeito Bruno Reis acusou a intransigência de alguns grã-finos em perder a vista da Baía de Todos os Santos para criar o problema, o governador Jerônimo Rodrigues insinua inconfessável interesse do vereador, autor da ação, para prejudicar a população do Subúrbio Rodoviário. De fato, o que a dupla de governantes precisa fazer é convencer o Judiciário da licitude de seus atos. Não adianta ficar de blá-blá-blá na mídia.

No plano nacional, Elmar fica com Lula. No municipal, com Bruno Reis e no estadual, com ACM Neto

O líder do União Brasil na Câmara, o deputado federal Elmar Nascimento, da Bahia, já decidiu que no plano nacional ele vai apoiar o presidente Lula. No plano municipal fica com a reeleição de Bruno Reis. E na sucessão estadual, fecha com ACM Neto.

Presepada carnavalesca

A vida do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro tem todos os ingredientes de uma comédia pastelão. E na obra aberta na qual se transformou a vida do ex-capitão, vexame e mentira são elementos básicos. A última cena ultrapassa a tudo que já testemunhamos até aqui. Segundo ele, passou, a convite, dois dias e duas noites na embaixada húngara, em profícuo diálogo de alto nível com o embaixador Miklos Hamai. Alguém, em sã consciência, imagina Bolsonaro, com sua sofisticada linguagem, riqueza vocabular e tirocínio político, discorrendo sobre exportações, balança de pagamentos, acordos bilaterais e superávit? É mais ridículo ainda porque essa verdadeira piada de mau gosto contou com o apoio da diplomacia húngara. Bolsonaro se diz amigo-irmão do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, uma espécie de Bolsonaro bem-sucedido. Resumo da ópera, uma presepada desse tipo só poderia ter acontecido no carnaval.

Basta de Bolsonaro: O Clamor Público por Uma Nova Pauta Política e Midiática

A saturação das notícias envolvendo Jair Bolsonaro tem gerado uma palpável intolerância entre a população, refletindo um desejo coletivo por uma mudança de foco tanto na esfera política quanto na cobertura midiática. A constante atenção dada a um único político não apenas cansou o público, mas também limitou o espaço para discussões sobre outras questões essenciais que afetam diretamente a vida dos brasileiros. Este cenário tem impulsionado um apelo por renovação e diversificação nas agendas dos meios de comunicação e dos próprios políticos. A insistência em concentrar as narrativas políticas e noticiosas em torno de uma única figura não apenas exaure a paciência do público, mas também impede o avanço de diálogos construtivos e a busca por soluções para os desafios nacionais.

Oposição pede ao STF e à PGR a prisão de Bolsonaro

Senadores e deputados federais encaminharam ao STF e à PGR processos pedindo que Jair Bolsonaro seja preso. O embaixador da Hungria no Brasil revelou que não convidou Bolsonaro, ele chegou pedindo para dormir. Ontem, por sinal, o deputado federal Arlindo Chinaglia, presidente da Comissão de Relações Exteriores, pediu a convocação de Bolsonaro para depor. Como se vê, o ex-presidente está cercado e continua mentindo. 

O bode expiatório e o jogo de xadrez

Comenta-se nas rodinhas policiais-políticas que o delegado Rivaldo Barbosa vai ser abandonado por seus comparsas e entregue aos “leões”. O nível de corrupção e promiscuidade com o crime é muito alto nas policiais cariocas, o que significa dinheiro a rodo. A primeira meta é impedir que se puxe o fio, que pode mandar muita gente acima de qualquer suspeita para o xilindró. Nesse mundo pragmático e “profissional”, o fracasso (ser preso) é imperdoável. O raciocínio é simples. Atribui-se todas as falcatruas, desvios e barbaridades ao bode expiatório (Rivaldo), aplaca-se o clamor popular, esfria-se o clima de indignação, os mais visados submergem, a poeira abaixa e volta tudo ao normal. Perdem-se os anéis, mas preservam-se os dedos. Inteligente, não? Essa estratégia só tem uma contraindicação, pode levar o bode expiatório a uma deleção premiada. É um jogo de xadrez.

Desvantagem baiana

A Bahia tem uma das maiores taxas de desemprego e das menores rendas per capita do país, além de altos índices de violência, saúde pública ineficiente e baixo nível de escolaridade. Se já não bastasse esse ambiente com tantos indicadores socioeconômicos negativos, os remanescentes da classe média baiana que sobrevivem a tantas adversidades sofrem ainda com os mais caros planos de saúde do país. Isso mesmo que você leu. No estado e, principalmente, em Salvador, onde praticamente se concentra o mercado de saúde suplementar, os tais convênios médicos custam muito mais do que em regiões com populações de poder de consumo muito superior, a exemplo de São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais e, por incrível que pareça, até mesmo Sergipe.

Desvantagem baiana II

A diferença de preços dos planos de saúde na Bahia chega a ser superior a mais de 30% no comparativo com outros estados. A disparidade dos valores já motiva àqueles que têm CNPJ a abrir filiais fora daqui para a contratação de planos com cobertura nacional bem mais em conta. Isso vale para profissionais liberais e microempresários. A operação não é complicada e conta com a orientação e suporte de corretoras e empresas de contabilidade. Pela característica de oferecer a assistência em todo o país, o produto pode ser contratado em Curitiba e utilizado em Salvador. Nada de ilegal.

Desvantagem baiana III

As empresas do mercado de saúde suplementar justificam que o alto custo dos planos de saúde na Bahia se dá principalmente por causa da judicialização da prestação dos serviços em quantidade muito superior à de outros estados, o que eleva bastante o risco da operação. Há casos inusitados até de liminares para internação em spas. Além disso, denunciam elevadas despesas provenientes de transações suspeitas. Sabe-se também que as operadoras de planos de saúde não são santas e cabe ao Ministério Público investigar mais esse absurdo da Bahia. Chegou a hora!

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