Após receber nove negativas do Judiciário, Bolsonaro vai a julgamento hoje

1- Passaporte de Bolsonaro: 

O ministro Alexandre de Moraes negou pedido da defesa para devolver o passaporte apreendido do ex-presidente para que ele pudesse ir à posse de Donald Trump; 

2- Afastamento de Moraes: 

Advogados alegavam que o relator do caso não poderia ser o juiz porque ele também seria vítima da tentativa de golpe de Estado, que chegou a planejar a sua morte; 

3- Suspeição de Dino e Zanin: 

A defesa queria afastar o ex-ministro da Justiça por ele mover uma ação contra Bolsonaro. No caso de Zanin, a alegação era que ele advogou para Lula e a coligação que o elegeu; 

4- Mudança de instância:

O caso deveria tramitar na primeira instância sob o argumento de que os acusados, inclusive Bolsonaro, não têm prerrogativa de foro por não serem mais detentores de mandato;

5- Julgamento no pleno: 

A defesa também apontava que o caso deveria ser avaliado pelo pleno da Corte, com seus onze ministros, e não pela Primeira Turma, onde há apenas cinco magistrados; 

6- Mais prazo: 

Todos os pedidos das defesas por mais tempo para apresentar as suas alegações foram rejeitados por Moraes, que fixou um prazo de quinze dias — Bolsonaro queria 83;

7- Anulação da delação de Cid: 

A defesa do ex-presidente apontou “falta de voluntariedade” e outras irregularidades na delação do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, mas não teve a reivindicação atendida; 

8 – Acesso maior a provas: 

Advogados justificaram que a defesa estava prejudicada porque teriam tido acesso a apenas parte do material apreendido, inclusive no celular de Bolsonaro;

9- Pedido de liberdade:

O general Walter Braga Netto, único preso dos acusados do “núcleo 1”, o principal, teve a sua reivindicação para deixar a cadeia rejeitada por unanimidade pelo STF.

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