Janja, por que não te calas?

A presença de Janja discursando no evento de 8 de janeiro revelou-se um erro estratégico. Como primeira-dama, sua atuação deve ser discreta, voltada ao apoio institucional, evitando protagonismos desnecessários que desviem o foco das pautas governamentais. O maior equívoco, porém, foi o aval de Lula, que permitiu um discurso marcado por polarizações e apontamentos inoportunos. O governo precisa demonstrar seriedade e maturidade em momentos sensíveis, o que exige cuidado com quem ocupa o microfone. Janja deveria se limitar a sua função simbólica, sem se sobrepor à estrutura formal do poder, para não comprometer ainda mais a credibilidade do Planalto.

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