Todos os anos, o Brasil segue o mesmo roteiro no combate à dengue: ações paliativas que tratam os sintomas, mas ignoram as causas profundas. Campanhas de conscientização, mutirões de limpeza e distribuição de repelentes são importantes, mas insuficientes para conter um problema estrutural ligado ao saneamento básico precário. A falta de acesso à água potável, redes de esgoto e caixas d’água seguras mantém comunidades inteiras reféns da proliferação do Aedes aegypti. Enquanto isso, o governo permanece preso a soluções emergenciais, travado por uma burocracia que impede ações duradouras e estruturantes. É hora de romper esse ciclo e priorizar mudanças reais.