Sem diretrizes e políticas urbanas, o destino da cidade de Salvador tem sido o caos que se reflete na expansão das favelas, que já abrigam metade dos 2,4 milhões de habitantes. Mas não apenas nessas regiões de precária infraestrutura impera o caos. Também em bairros voltados para uma emergente classe média-alta. Com seus suntuosos prédios residenciais e estabelecimentos comerciais e de serviços de alto padrão, o Horto Florestal é um exemplo de ocupação territorial sem planejamento urbano. Adensado verticalmente com a irrefreável construção de arranha-céus em ruas estreitas, a mobilidade é um transtorno que só tende a piorar, mesmo com o impedimento de circulação de ônibus na região, o que dificulta o transporte dos trabalhadores da localidade.