A absurda declaração de Jair Bolsonaro de ter estudado todas as possibilidades (de se perpetuar no poder) “dentro das quatro linhas da constituição” repercutiu fortemente em Brasília. Exemplos históricos mostram que golpes dessa natureza utilizam meios aparentemente legais, como:
• Uso abusivo de interpretações constitucionais para justificar ações antidemocráticas;
• Alterações jurídicas para criar vantagens políticas ou prolongar o poder de forma ilegítima;
• Manipulação de instrumentos como o impeachment para desestabilizar adversários.
Ao negar a tentativa de golpe enquanto insiste em sua tese das “4 linhas”, Bolsonaro confessa, nas entrelinhas, que planejou usar as estruturas constitucionais para subverter a ordem democrática. Essa estratégia não ilude especialistas nem a sociedade. A democracia exige vigilância contra golpes de qualquer natureza, sejam eles explícitos ou disfarçados de legalidade. Golpes brancos são igualmente condenáveis, porque atentam diretamente contra a essência do regime democrático.