A tentativa de golpe denunciada pela Polícia Federal, envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e 24 militares, choca o país não apenas pela gravidade do plano — que incluía a morte de líderes eleitos e de um ministro do Supremo Tribunal Federal —, mas também pela ousadia de seus envolvidos continuarem recebendo salários pagos pelo contribuinte. Manter essas remunerações é uma afronta à moralidade administrativa e um desrespeito aos princípios que sustentam nossa democracia. O pedido do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União para suspender imediatamente os salários dos indiciados é mais que justo; é uma questão de ética e responsabilidade no uso dos recursos públicos.