De férias em Maceió, em meio à mais grave crise de sua trajetória, Jair Bolsonaro declarou querer voltar à presidência. Enquanto áudios, documentos e testemunhos expõem seu envolvimento em planos golpistas, ele recorre à estratégia de sempre: negar, confundir e atacar a inteligência coletiva. A postura não surpreende, mas choca. Em vez de enfrentar as acusações, optou por uma fuga simbólica, indo pescar enquanto a Justiça se aproxima e o país aguarda respostas. Sua desconexão com a gravidade do momento reflete um padrão psicótico, esquizofrênico. Os fatos, porém, são implacáveis. As redes que Bolsonaro lança para resgatar apoio político retornam vazias, enquanto sua posição se torna insustentável. De “mito”, restam as contradições de quem tenta reescrever a história às custas da democracia. O Brasil não pode assistir passivamente. O desfecho dessa crise não é apenas sobre um homem, mas sobre a sobrevivência das instituições e da democracia.