Melhorou o humor nos bastidores da campanha do bolsonarista Alexandre Ramagem (PL). Houve uma espécie de plano de contingência para conferir dignidade à derrotada já desenhada. Afinal, ele é o candidato do ex-presidente Jair Bolsonaro que, no entanto, ainda não deu as caras na cidade maravilhosa para prestigiar seu pupilo. A reação começou com a ida ao Rio de Janeiro da ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro; e a adesão da influencer Jojo Todynho. Ramagem que patinava nos 9% de intenções de votos saltou para 17%. Mas deve parar por aí. Eduardo Paes estacionou nos 59% e já escolhe o secretariado. O melhor desempenho de Ramagem não foi casual. Os milicianos, que controlam a Zona Oeste da cidade, “advertiram” seus currais eleitorais de que não vão aceitar corpo mole. Mas há razões para se acreditar que a “advertência” não é pra valer. O problema é que muitos deles estão fazendo jogo duplo. Paes investe em obras e isso é bom para as comunidades e não muda em nada o poder das milícias. Existe outro fator para a “subida” de Ramagem. Algumas igrejas evangélicas que estavam desgarradas voltaram ao Bolsonarismo, mas a “relação” já não é a mesma.