Para surpresa de zero pessoas, a baixaria está comendo solta na disputa pela prefeitura do Rio de Janeiro. A ponto de escandalizar (vejam só!!!) o ex-deputado federal Eduardo Cunha, atual presidente do Republicanos-RJ; alguém que conhece como poucos os meandros do submundo político. Vamos aos fatos. Com a campanha se arrastando, o candidato bolsonarista, Alexandre Ramagem (PL), está usando todos os métodos possíveis para, pelo menos, viver uma derrota digna. Tudo indica que Eduardo Paes (PSD) vai se reeleger no primeiro turno. Partindo da realidade, os marqueteiros de Ramagem abusaram da fake news. Em função de uma composição política, em 2023, Chiquinho Brazão (sem partido), atualmente preso, acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes; foi secretário de Paes, por um curto período. Isso foi o suficiente para que os marqueteiros de Ramagem associassem o prefeito do Rio ao duplo assassinato. A Justiça Eleitoral já determinou que a peça seja retirada do ar. E Cunha, mesmo apoiando Ramagem e com o currículo que tem, achou que era demais; e declarou que não compactua com “instrumentos baixos e sujos”. O interessante é que Kaio Brazão, filho de Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, irmão de Chiquinho, e também preso pelo assassinato de Marielle e Anderson, é candidato a vereador pelo partido de Eduardo Cunha. É o Rio de Janeiro sempre surpreendendo.