Não faltam justificativas para a derrota de Bolsonaro em 2022. Estupidez no trato da pandemia, bravatas em demasia e até os problemas dos filhos são algumas. Passa despercebido, no entanto, a falha dele na questão da segurança pública. Um pecado capital. Logo ele que tinha nela uma das principais bandeiras de sua campanha em 2018. O conflito de egos entre ele e o então ministro da Justiça, Sérgio Moro, que resultou na saída do governo daquele que seria o paladino das ações contra o crime, descartou a segurança como prioridade de sua gestão. O resultado veio nas urnas.