Paris é uma festa

Após a ex-presidente Dilma Rousseff ter sido corrida do Palácio do Planalto, em 2016, e do hoje presidente Lula ter visto o sol nascer quadrado numa cela de Curitiba, em 2018 e 2019, nem mesmo o mais arrebatado dos políticos, como o senador Randolfe Rodrigues, poderia imaginar que a dupla seria recebida alguns anos depois no Palácio do Eliseu, em Paris, pelo presidente Emmanuel Macron, para um almoço regado a bons tintos de Bordeaux. A confluência de interesses junto à cúpula do judiciário, as pontes restabelecidas com os grandes grupos de comunicação e a ajuda até certo ponto involuntária de Jair Bolsonaro selaram o destino da Lava Jato e reabilitaram os dois políticos que tinham contas a acertar na justiça. Como se costuma dizer numa situação como esta, com a devida licença do escritor Ernest Hemingway, “Paris é uma festa”.

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