Meu mundo caiu II 

O banho de água fria, no entanto, veio com a intervenção do advogado de defesa, o ex-ministro do TSE Tarcísio Vieira de Carvalho Neto. Ele admitiu que a fala de Bolsonaro, no vexaminoso encontro com embaixadores, “foi fora do tom”, o que abre espaço para uma longa discussão jurídico-política que pode ser o golpe de misericórdia em Bolsonaro. Ele também usou um velho recurso de quem está em desvantagem, tentou impugnar provas, segundo ele, “não relacionadas ao que é, de fato, investigado na ação”. Vieira de Carvalho disse durante a sua argumentação que a discussão do sistema eletrônico de votação não pode ser considerado um tema tabu na Democracia. Uma narrativa bolsonarista questionada pela própria Constituição. E que, com suas críticas, Bolsonaro apenas tentou propor um debate público para aprimorar o sistema. Por pouco não arranca sorrisos do plenário. E, para completar, disse que o evento em questão foi de caráter diplomático. Sustentação desmentida pelas imagens da TV oficial, que transmitiu o encontro. A ala realista do bolsonarista já entrou no modo “redução de danos” e agora espera que o ministro Nunes Marques, um aliado fiel, vote a favor de Bolsonaro, para evitar um desmoralizante 7 a 0. No mais, é lamber as feridas.

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