Quando se pensa que já se viu tudo, ou quase tudo, eis que a OAB da Bahia aparece com mais uma lamentável atuação

A instituição baiana, quando tem oportunidade, sempre gosta de asseverar que combate o racismo estrutural, contudo, mais uma vez, o que imperou foi a eterna falácia, mostrando que, na prática, o que impera na gestão baiana é o ditado popular: faça o que eu digo, mas não faça o que faço. Na eleição do Conselho Federal da OAB para a escolha da lista sêxtupla destinada à vaga no Superior Tribunal de Justiça, concorria Nubia Bragança, única advogada negra. Ocorre que, ao contrário de bancadas de outros estados, como a de São Paulo, a diretoria da OAB/Bahia, de forma inesperada, retirou a Conselheira Federal suplente que iria votar na advogada negra e colocou outro Conselheiro em seu lugar, levando a Bahia a não votar na única mulher negra na disputa. Repita-se, ao contrário de outros estados, a bancada federal da Bahia não votou na única candidata advogada negra. Lamentável!

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