Tchau, querido

O senador Magno Malta parece viver um transe, no qual se misturam destempero verbal e imbecilidade. Parece que os quatro anos em que ficou fora do Senado (2019-2023), o fizeram perder o senso. Decoro nunca teve mesmo. Os absurdos que proferiu contra o jogador Vinícius Júnior do Real Madrid, vítima de racismo na Espanha, já tinham revoltado até os espíritos mais elevados. E muitos, no Parlamento e fora dele, sonham vê-lo perder o mandato. O mais importante telejornal do país puxou a fila, com um verdadeiro desmonte da imagem do senador e nem precisou de muito tempo, que na TV vale diamantes. Na primeira sessão da CPI do Oito de janeiro, o comportamento de Malta, com a relatora Eliziane Gomes (PSD-MA) foi, no mínimo, inadequado, desrespeitoso, machista e preconceituoso. Interrompeu, disse gracinhas sem graça e fez referências que buscavam diminuir a importância dela na CPI. Mas não teve sucesso. Tendo a origem que tem e sendo aliado daquele ex-presidente, Magno Malta está na comissão para exercer a sua “experiência parlamentar”, confundindo, provocando e defendendo o indefensável. Mas a continuar nessa pegada pode não testemunhar o fim da CPI, que na cabeça dele tem a forma de uma enorme pizza.

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