Misoginia sem limites

Durante a campanha do ano passado, quando tentava de todo jeito emplacar seu nome na chapa liderada por ACM Neto, o ex-deputado Marcelo Nilo viu surgirem histórias não muito alvissareiras sobre o seu comportamento com as mulheres. Não faltaram denúncias de assédio sexual protagonizadas pelo mais longevo presidente da Assembleia Legislativa da Bahia. Enquanto poderoso, sua diversão seria submeter aos seus desejos as representantes daquele que seria, para ele, o sexo frágil. O desrespeito do deselegante ex-parlamentar às mulheres não se esgotou com o castigo de sua exclusão da chapa majoritária de Neto. Na contenda pela vaga no Conselho do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), circulou o boato de que a vaga vencida por Aline Peixoto seria a indenização do ministro Rui Costa à esposa pela iminente separação. A fofoca teria sido tramada por Nilo. A perfídia não ficou de graça. A atual conselheira do TCM e ex-primeira-dama, em evento recente do Tribunal, mandou recado ao misógino, por meio de seu genro, o deputado estadual Marcelinho Veiga: “Estou grávida de três meses. O seu sogro ainda vai dizer que eu estou me separando?”.

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