Maré baixa II

Não há como negar que as pressões em cima de Rui Costa visam enfraquecê-lo politicamente para possibilitar o seu desalojamento da posição de relevo que hoje ocupa. Como o ex-governador da Bahia não detém mandato parlamentar, a eventual saída de Rui Costa teria que ser à moda “queda para o alto”. Os seus adversários no partido gostariam de vê-lo numa posição de menor destaque na Esplanada dos Ministérios, como numa das pastas hoje detidas por ministros enrolados em graves problemas, como a do Turismo e o das Comunicações, ou até mesmo no Meio Ambiente, se Marina Silva perder a batalha contra a exploração de petróleo na foz do Amazonas. Os defensores da mudança alegam já existir até precedente, pois no governo passado o primeiro chefe da Casa Civil de Jair Bolsonaro, Onyx Lorenzoni, enfrentava problemas para fazer a máquina andar e terminou deslocado, com pouco mais de um ano no cargo, para um ministério de menor expressão.

Os comentários estão encerrados.

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑