No meio político, dois personagens são os mais temidos: as ex-mulheres. E não há nenhum machismo nessa frase, mas uma série de casos, que vão do ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta, ao atual homem forte do PL, deputado Valdemar Costa Neto, que confirmam a anedota. E os ex-aliados decepcionados. E nesse terreno, Bolsonaro tem uma lista imensa: o general Santos Cruz; o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta; o empresário Paulo Marinho; a ex-deputada Joice Hasselmann; o ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel; o ex-governador de São Paulo, João Dória. Só para citar alguns. Muitas investigações que poderiam dar um atestado de honestidade ao ex-presidente foram interrompidas, como a das rachadinhas ou dos imóveis comprados com dinheiro vivo. O mais enfático e virulento aliado decepcionado de Bolsonaro é o ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, que bate no ex-presidente há muito tempo. E disse sem ser rebatido ou processado: “Eu não acredito mais na honestidade do presidente Bolsonaro. Antes, eu diria o seguinte: ‘Olha, está sendo bobo, ele está sendo usado, ele não está vendo’. [Agora] eu acho que ele é uma pessoa desonesta. Eu acho que o presidente Bolsonaro mentiu para a gente, está mentindo e ele vai continuar mentindo. E vou falar aqui com todas as palavras: eu acho que o presidente Bolsonaro é uma pessoa desonesta”. É claro que todos, inclusive Weintraub, se desentenderam com Bolsonaro ou foram descartados, ou abandonados. Mas será que só há rancor em acusações tão contundentes?