Estupidez de além-mar

Não é de hoje que o Brasil importa, para o bem ou para o mal, as novidades jurídicas surgidas em Portugal. Agora, entrou em vigor naquele país uma lei que determina que a distribuição eletrônica dos processos, feita por sorteios operados por um oficial de justiça, deve ser acompanhada presencialmente por um juiz, um representante do Ministério Público e um advogado, este de modo facultativo. O trio terá a função de observar se o oficial de justiça abriu o programa de informática específico e se clicou na tecla correta. Terminado o ato, o juiz, o procurador e o advogado assinam a respectiva ata. A novidade passa a valer para todos os processos que dão entrada diariamente, em todos os tribunais do país. O que se espera é mais lentidão de uma justiça conhecida por ser demasiado morosa.

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