À beira de um ataque de nervos

Está faltando Lexotan em Brasília. E não só em Brasília. Muita gente sem dormir, olheiras imensas, nervos à flor da pele. E tudo isso devido à perícia no celular do tenente-coronel Mauro Cid, outrora poderoso e descuidado faz-tudo do ex-presidente Jair Bolsonaro. A perícia está em curso, lentamente, o que só aumenta o desespero dos possíveis implicados. Até agora a polícia está se dedicando à parte financeira. Querem saber a origem dos 35 mil dólares encontrados na casa da ajudante de ordens. Os agentes irão pedir a quebra do sigilo da conta, que será feito por meio do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional do Ministério da Justiça (DRCI). O que mais tira o sono dos próximos a Cid e envolvidos em conversas pouco republicanas, é que a PF, num estalar de dedos, identificou o operador monetário de Mauro Cid nos Estados Unidos. Se essa eficiência se repetir nos outros quatro inquéritos a que Cid está submetido, os cardiologistas terão que fazer mutirão em Brasília, Rio de Janeiro e algumas outras cidades.

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