O preço da segurança

Na periferia de Salvador, as facções criminosas ligadas ao tráfico de drogas demarcam seus territórios em tiroteios que aterrorizam os moradores das comunidades. Já nos bairros nobres da velha cidade da Bahia, diante da ineficiência policial, as milícias cobram seu preço para garantir alguma segurança aos mais abonados. Uma sequência de assaltos nos últimos meses em estabelecimentos comerciais, desprovidos das tais seguranças privadas, levanta a suspeita de que as milícias estariam dando o recado àqueles que prescindissem de sua proteção nos tradicionais bairros da Graça e Vitória. Assim vem acontecendo em toda a cidade sem a devida investigação e ação policial. Talvez a inoperância se deva às ligações perigosas de altos galardões com tais serviços fora da lei, que crescem na ausência de um estado eficaz em sua política de segurança pública. A quem é conveniente isso?

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