A nuvem política na Bahia

“A política é como uma nuvem”. A frase do político mineiro Magalhães Pinto traduz bem a inconstância da “arte do possível”, como a classificou o alemão Bismarck. “Uma hora tá de um jeito e, quando se olha de novo, já é outra coisa”. O cenário pré-eleições do ano que vem, em Salvador, reflete bem a máxima do também banqueiro Magalhães Pinto. Após a disputa governamental, com a derrota de seu líder ACM Neto, o atual prefeito Bruno Reis viu sua cotação cair nas bolsas de apostas e crescer a concorrência do vice-governador eleito, Geraldo Júnior. O tempo virou. A ameaça de ter um aliado do adversário na presidência da Câmara Municipal, o vereador Carlos Muniz, não vingou. Bruno conseguiu atrair Muniz para sua base. Geraldo Júnior, por sua vez, está em baixa. Até agora não garantiu o apoio do governador Jerônimo à sua candidatura e o PT dá sinais de que terá candidato próprio. Um player importante das eleições de 2024 é o ex-ministro João Roma. Presidente do PL, legenda com maior tempo de rádio e tevê, Roma não descarta concorrer a prefeito, mas não está fechado ao diálogo. Só não conversa com o PT.

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