Ninguém esperava que o governo Lula e o Agronegócio trocassem juras de amor. Mas as grosserias vão além da conta. Desconvidar o representante do Banco do Brasil de evento importante, logo o Banco do Brasil, que financia boa parte da produção agrícola e pecuária no país, tem cheiro de briguinha de escola. As lideranças do setor precisam superar o clima de palanque, superar a eleição na qual se colocaram de corpo, alma e carteira ao lado de Bolsonaro e seguir em frente. Afinal, têm responsabilidade com o presente e o futuro do país. Lula sabe que o Agronegócio é importante para a Economia do país, mas não tão importante como imaginam os empresários do alto de suas camionetes. Ser o celeiro do mundo é muito pouco para um país que pode figurar, se bem conduzido, entre as cinco maiores economias do mundo. Não é por acaso que o vice-presidente Geraldo Alckmin fala dia e noite sobre reindustrializar o país. Nesse setor perdemos terreno, em parte pela ignorância de gente como Jair Bolsonaro, Paulo Guedes, etc. São as indústrias e a tecnologia de ponta que podem levar o Brasil para um patamar mais elevado e não a exportação de soja para a China. Essa é a verdade nua e crua. O Agro enriquece os donos do negócio, a indústria gera riqueza em escala.