Barra pesada

Leblon, no Rio; Higienópolis, em São Paulo; Boa Viagem, em Recife; Aldeota, em Fortaleza. Indiscutivelmente a Barra, em Salvador, ainda ganha desses bairros em beleza natural: suas praias; e em monumentos históricos: seu farol, fortes e igreja. Mas perde de longe no tocante à qualidade de serviços e do morar, com tantos cacetes armados instalados e tanta falta de segurança. Mas foi esse belo pedaço da Cidade da Bahia o escolhido pelo donatário Francisco Pereira Coutinho para estabelecer seu arraial, que depois virou a Vila Velha, antes mesmo da fundação da primeira capital do Brasil por Thomé de Souza, em 1549. Bobo é que não era o Pereirão. Escolheu logo o paradisíaco local para residir. E durante muito tempo a Barra foi um paraíso para residentes e turistas. Até se transformar em palco de eventos de toda natureza e chegar o Carnaval para acabar de vez com a paz e o charme da localidade. A sucessão de prefeitos das últimas décadas, sem o mínimo de sensibilidade civilizatória e urbanística, com suas medidas populistas e interesses escusos, só contribuiu para a dilapidação deste patrimônio material e imaterial de Salvador, transformando-o num retrato da decadência…

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