Infelizmente, é uma realidade que muitas operadoras de saúde estão descontando nos prestadores de serviços as consequências de suas ineficiências. Essa prática está a ocorrer depois que as operadoras perderam o controle dos custos com procedimentos médicos, o que vem resultando em atrasos nos pagamentos ou em cortes nos valores acordados com os prestadores. Após lucrarem dezenas de bilhões durante a pandemia, quando houve queda expressiva da sinistralidade, a conta chegou agora. A maré retraída de cirurgias, exames e procedimentos, tal qual um tsunami, agora inunda as operadoras de planos de saúde que irresponsavelmente repassam para os seus prestadores o resultado da sua ineficiência gerencial. É importante que as operadoras de saúde atuem de forma responsável e transparente na gestão de seus recursos, evitando descontar nos prestadores de serviços as consequências de suas ineficiências. A adoção de práticas sustentáveis e eficientes na gestão dos custos é fundamental para garantir a qualidade dos serviços prestados e a sustentabilidade do setor da saúde suplementar como um todo. Com a palavra a ANS.