Jaques Wagner era assim, fazia mais política que gestão. No entanto, mesmo com um secretariado fraco, o galego tinha Eva Schiavon e Rui Costa para tocar o barco. Já Rui Costa, salvo dois ou três secretários que davam conta do recado, compensava a deficiência da equipe com enorme esforço pessoal de gestor. Rui Costa tinha Rui Costa. E Jerônimo? O secretariado é fraco. Começando pela chefia de gabinete, ocupada por um inexpressivo Loyola, que estaria melhor aproveitado como assessor do cerimonial, passando pela Casa Civil comandada por um confuso Afonso Florence e terminando com a SERIN, de Caetano, cujas relações são de interesses menos institucionais e mais pessoais, em favor do seu projeto político pessoal. Nas demais secretarias, nenhum brilho. Está na hora de Jerônimo dar uma guinada no seu governo. Ou troca seu secretariado e gabinete, ou senta na cadeira para governar. O recado está dado.