O presidente Lula não terá vida fácil em sua passagem por Portugal. A direita, que cresceu muito nos últimos tempos, está se organizando para constranger o presidente brasileiro, principalmente em função de suas posições sobre a guerra da Ucrânia. E esses adversários não são desprezíveis. Para se ter uma ideia do poder de fogo dos direitistas, o Iniciativa Liberal, de direita, e o Chega, de extrema direita, triplicaram as bancadas nas últimas eleições, realizadas em março do ano passado. O líder do Iniciativa Liberal, Rui Rocha, defende que a Assembleia da República “não pode receber um aliado de Putin como Lula”, lembrando que no mesmo Parlamento, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, discursou, por videoconferência. Já o presidente do Chega, André Ventura, considera “ultrajante” que o PSD (uma espécie de PSDB de Portugal), saúde a presença de Lula da Silva no dia 25 de abril em Portugal; e confirmou que o partido vai organizar o que chama de a maior manifestação, de sempre, contra um dignitário estrangeiro em Portugal.