Tarefeiro, no mundo sindical, é o sindicalista pau-mandado. Ele cumpre caninamente as tarefas, ordens determinadas pelos “capos”, os da cúpula. Cabe-lhe distribuir os boletins, os informes, fazer convocações, enfim, manter o elo com a base. Quem viveu a agitação sindical do polo petroquímico de Camaçari nos anos 80/90 consegue identificar esse personagem na pessoa do atual ministro da Casa Civil, Rui Costa. Era ele o menino de Jaques Wagner no Sindiquímica. Ganhou a confiança do Galego, que se ocupava das articulações e negociações, já que não era a dele o chão de fábrica. A estratégica submissão rendeu a Rui mais tarde a eleição de governador da Bahia. Agora, parece que ele retomou o bem-sucedido modus operandi. Assumiu o papel de tarefeiro de Lula. Será que dessa vez vai conseguir subir a rampa do Planalto?