Bolsonaro chega num poço sem fundo 

À medida que as investigações da PF, no lamentável “caso das joias”, avançam, fica mais claro que o ex-presidente surrupiou um valioso patrimônio. E, deliberadamente, não documentou, não registrou, não deu ciência. A essa altura, não se sabe o volume e o valor das peças entesouradas porque surgem “novidades” diariamente. Já estamos no terceiro lote. Quantos mais vão aparecer? E ele, ao invés de admitir apropriação indébita, cobra um carro blindado. A defesa do ex-presidente informa que o terceiro conjunto de joias, dadas pela Arábia Saudita, está à disposição para “apresentação e depósito”. O que só pode soar como piada ou provocação. O Tribunal de Contas da União, por sua vez, “passou o pano” e informou que apresentará um pedido para que as joias levadas após fim do mandato sejam devolvidas. Como se tratasse de um evento burocrático normal e legal. Qualquer funcionário de médio escalão que fizesse o mesmo seria demitido e preso. Para quem não está acompanhando o imbróglio, o novo pacote é composto por um relógio Rolex avaliado em R$ 346 mil, além de abotoaduras, anéis e um objeto religioso feito de ouro branco cravejado em brilhantes. Para quem usava caneta Bic e tomava café em copo de requeijão é uma distância e tanto.

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