A sindicalização do Conselho Federal de Medicina – II

Eis que face ao anúncio da retomada do programa federal Mais Médicos, diante da evidente falta de médicos em áreas periféricas das grandes metrópoles e em grande parte do interior do país, o Conselho Federal de Medicina – CFM – emitiu nota pública afirmando haver médicos em número suficiente no país. Não fosse uma nota da autarquia responsável por regular a nobre profissão médica, poder-se-ia relevar a sua intenção desinformativa subliminar e capciosa. Não é aceitável que o CFM faça vistas grossas às significativas assimetrias na distribuição demográfica de médicos no país, principalmente no Nordeste, com a maioria dos profissionais concentrada em áreas urbanas e regiões mais desenvolvidas. O Nordeste, com 1,93 médicos por 1.000 habitantes, tem taxas abaixo da nacional. Com exceção da Paraíba, os demais 8 estados que compõem essa região têm menos de 2,4 médicos por 1.000 habitantes.

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