O editorial da Folha de S. Paulo de sábado, sobre os nove anos da Operação Lava Jato, merece ser arquivado como uma das peças jornalísticas de maior vigarice política dos últimos tempos. Coloca na mesma balança os agentes públicos condenados por corrupção e desvio de recursos do tesouro, caso do atual presidente da República, e os agentes públicos do MP e Justiça Federal de Curitiba que lideraram a caça aos corruptos. Para procuradores e juiz, sobram acusações de parcialidade, atropelos às garantias processuais, abusos de toda ordem, heterodoxia políticas e jogadas para a opinião pública. Para os primeiros, que subverteram a estrutura do Estado em benefício próprio e do partido no poder, nenhuma linha, mesmo que fosse de branda censura.