No difícil processo de reconciliação na África do Sul, depois do fim do Apartheid, com a chegada de Nélson Mandela ao poder, foi estabelecido um período, no qual quem tivesse cometido algum tipo crime durante a cruel luta política reconheceria os erros diante de uma comissão e seria perdoado. Passado esse período, as punições seriam duríssimas. A se julgar pelo número cada vez maior de funcionários de vários escalões do governo Bolsonaro que embolsaram presentes ilegalmente, provavelmente a Receita Federal talvez tenha que usar uma fórmula parecida. Com uma pequena diferença, não há anistia. A apropriação de bens que pertencem à União vai doer no bolso ou manchar a biografia. E, ao que tudo indica, a fila vai ser grande.