Relógios e joias

O mundo dos políticos pode ser dividido entre aqueles que apreciam e colecionam relógios de grife, que custam os olhos da cara, e os que não estão nem aí para este tipo de acessório. Neste último grupo, inclui-se o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que divulgou a devolução de um mimo – um relógio caro da marca suíça Omega – recebido do secretário-geral da Federação de Esportes Aquáticos, durante uma viagem à China, em 2014. Já na turma dos amantes da hora certa, ninguém toma o lugar do senador Jaques Wagner, que numa só batida da Polícia Federal, em 2018, teve apreendido 15 relógios de luxo por suspeita de serem “presentes” de empreiteiras com contratos com o governo da Bahia. Quanto a Jair Bolsonaro, que ao ser eleito orgulhava-se de ostentar uma caneta Bic na mão e um roscofe no pulso, a sua inclusão num ou noutro grupo dependerá do rumo que tomar a controversa história das joias das Arábias.

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