Dizem os especialistas em imagem que na maioria dos casos a verdade é o melhor caminho para preservar uma biografia política, por pior que seja o “erro” ou “crime”. O arrependimento “sincero” sempre comove a opinião pública, ou a maioria. Cita-se inclusive o caso de uma vitoriosa política nordestina que viu sua credibilidade se esvair depois de sete explicações diferentes para uma grande quantia em dinheiro vivo. À medida que se revolve o lamaçal das joias sauditas, o ex-presidente vai se afundando em versões, assim como o militar mais graduado a participar do imbróglio, o almirante de esquadra, Bento Albuquerque, que está na terceira versão diferente. Bolsonaro começou com o “não sei e não recebi nada”. As últimas informações o colocam na difícil situação de ser desmentido com provas irrefutáveis, documentos públicos; mais uma vez entre tantas mentiras, de todos os calibres que distribui em quantidades industriais. Vai ser obrigado a devolver algo que não lhe pertence, “presente” que seguiu vários descaminhos. O nome disso é apropriação indébita. Repetindo uma frase muito utilizada em Brasília, “você sai do Baixo Clero, mas o Baixo Clero não sai de você”.