Desde algum tempo, Gleisi Hoffmann não é mais a poderosa absoluta dentro do PT. Não é que tenha perdido a importância da militância, nem a confiança de Lula. Perdeu foi poder mesmo. Diante disso anda inquieta, tentando se manter na discussão nacional, mas de um jeito que mais atrapalha do que ajuda o governo. Faz barulho, mas não ganhou uma até agora. Atazanou Roberto Campos no Banco Central, brigou e questionou o ministro Haddad, tentou indicar conselheiros da Petrobrás e, por último, arranjou confusão com o ministro de Minas e Energia Alexandre Silveira. Espalhou tanta brasa que foi preciso o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social do governo Lula falar com a imprensa que os nomes do conselho da Petrobras, incluindo os indicados por Silveira, tinham sido aprovados em reunião com o presidente Lula e Rui Costa da Casa Civil.