Os 207 empregados das vinícolas do Rio Grande Sul encontrados em regime de escravidão e com marcas de maus tratos por cassetetes, spray de pimenta, salários confiscados, dividas nos barracões das empresas, vigiados e impedidos de se ausentarem do trabalho, demonstram o quanto muitos patrões lamentam o fim da escravidão no Brasil. A imensa maioria dos trabalhadores mantidos como escravos foram recrutados na Bahia. Em tempos de desemprego, mais de 33 milhões de pessoas passando fome no Brasil, a proposta de R$ 4 mil de salário, mais alojamentos dignos e refeições, é um atrativo e tanto. Os capatazes e capitães do mato, hoje, estão travestidos de empresas, possuem alta tecnologia e a mentalidade escravagista. A empresa Fênix contratava os prestadores de serviço para as vinícolas.