Nau dos Quintos. Com esse nome elegante, que se refere ao pagamento do ouro que o Brasil mandava para a corte portuguesa, a Polícia Federal deflagrou mais uma operação do comércio ilegal do ouro retirado das terras dos Yanomami. O esquema movimentou em quatro anos R$ 271 milhões para lavar o ouro de origem criminosa. Eles receberiam valores de centenas de pessoas físicas e jurídicas relacionadas com o comércio de minerais. Com os bens bloqueados, os alvos da operação já são investigados em outras ações judiciais por suspeitas de lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito. A Polícia Federal puxou apenas a ponta desse imenso novelo que é o garimpo ilegal em Roraima. Não à toa, os senadores do estado fazem trincheira na comissão criada por Rodrigo Pacheco, que faz ouvidos moucos às reclamações dos outros senadores da casa.