A violência e a criminalidade na Bahia precisam de um freio. Nada de efetivo se vê no combate às facções que dominam a periferia da capital e estão infiltradas nas favelas vizinhas aos bairros nobres de Salvador. É um problema que não dá mais para jogar debaixo do tapete. Certa leniência governamental, que um antigo deputado carlista chamava de apaziguamento criminoso, deixou a coisa frouxa, permitindo que o PCC e o Comando Vermelho se instalassem no estado e disputassem os territórios sob a inoperância das forças policiais, incapacitadas belicamente ao enfrentamento. Além disso, fala-se que quase 10% do contingente policial esteja respondendo a processos administrativos sob suspeita de envolvimento com o crime organizado. Enquanto isso, o terror toma conta dos bairros de Tancredo Neves, como noticiamos no final de semana, Pernambués e Cajazeiras.